Brasília em Atos: ato 5

Os ratos que Clarice tanto temia chegaram ao poder e se alastram.

Na maior perfeição, a cidade é impiedosa, um grande irmão vive na espera do menor deslize. Escondo-me na w3, onde não se parece com o “plano” em que os grafites crescem importados com a humanidade.

Aqui não tem perdão, pois não existem erros. E nós, errantes Clarices, somos nesta terra oudén. Estamos à margem do acerto, sobrevivendo com ajuda de aparelhos.

Brasília pariu uma geração doente. A doença da inexistência, do niilismo e dos rachas com tecos a 95km/h. A geração coca cola que afirma que nasceu de um corpo artificial.

Matavam e encobriam, matam e escondem ritmados em um eco sem fim. Habeas corpus sem fim para o rico brasiliense.

Não morro de amores por Brasília, já que aqui não me é permitido morrer de causas naturais.

Sou um nada, um ninguém da satélite, da margem, que nem sequer possui consulta agendada no HRAN.

Com prazo de validade, minha existência objetiva cumpre sua meta… É preciso fugir daqui.

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