A crítica diante do fascismo

Revista Desvio

Com o avanço do fascismo, falar abertamente sobre arte e política parece uma tentativa audaciosa. Questionam-se os motivos, os objetivos de se fazer crítica e de buscar um diálogo alinhado entre obras artísticas e a política. Sempre acreditei que um dos papeis da crítica é a de criação de sentidos, seja vinculado às obras ou ao próprio contexto histórico do indivíduo.

Considerando os tempos atuais, a ascensão do autoritarismo e a censura nas artes visuais, propor, por meio de novas mostras e exposições, não parece ser suficiente, pois a discussão é negada insistentemente sob a justificativa de que opiniões são inquestionáveis. Ato convicto, palpite espelhado em juízo, Fake News transformada em verdade. Os achismos são dolorosos e não reduzem os danos.

Parece-me que falar de arte e excluir aspectos sociais e políticos é negar a própria existência artística em todos os âmbitos da vida. É trair a formação do juízo…

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