Natureza-morta

Revista Desvio

Seria aceitável se a única definição de “Natureza-morta” fosse a que utilizamos nas artes: um quadro com frutas dentro de uma bandeja, como os quadros de Paul Cézanne.

Desde os antigos já sabemos o que é observar e representar a natureza. Para eles, existia uma querela entre a natureza e a arte. Por vezes a natureza aparecia mais bela que a arte, fazendo do artista apenas um espectador, que representa, mimetiza por meio da observação. Em outros casos, acreditavam que a arte se equiparava hierarquicamente à natureza, por conseguir produzir por meio das mesmas formas inteligíveis. O que podemos compreender desta querela entre a arte e a natureza, é que ela só faz sentido pela magnitude da natureza. A grande diferença entre o nosso tempo e dos antigos em relação à natureza é que eles não conheciam o capitalismo e a sua busca incansável por dinheiro e poder.

Observar desastres…

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